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VIS A VIS - por trás das grades e do machismo

07/11/2019

Mulheres atrás das grades, crimes e rixas dentro de presídios... Não, eu não vou falar sobre Orange is the new black. Na verdade, estou aqui para falar sobre Vis a Vis, a nova série espanhola da Netflix que tem ganhado destaque entre as espectadoras.

 

Vis a Vis narra a história de Macarena, uma jovem inocente que se apaixona por seu chefe e acaba envolvida em um escândalo criminoso. Condenada por vários crimes, Maca, como é carinhosamente apelidada, vai parar atrás das grades e, logo nas primeiras horas presa, ela percebe que a vida ali não será nada fácil. 

 

A série mistura drama, comédia, ação e tem uma pitada de romance.

 

 

 

 

As duas primeiras temporadas focam no amadurecimento de Macarena dentro da prisão e, logo nas primeiras intrigas, ela percebe que ou terá que lutar para viver lá dentro, ou irá morrer. 

 

Mas Vis a Vis vai muito além de intrigas dentro do cárcere: a série aborda temas importantíssimos como a desumanização dentro dos presídios e a constante humilhação das presas, não só em relação aos funcionários, mas às próprias presas “caciques” dentro da cadeia; relacionamentos abusivos e o machismo que nós, mulheres, enfrentramos diariamente. 

 

A série não aborda uma ou duas vezes, mas muitas vezes os embates entre Macarena e o médico psiquiatra da cadeia - que considero, inclusive, o grande vilão da trama. 

 

Sandoval é traiçoeiro, calculista, frio e abusivo. Utiliza da posição como médico para se aproveitar das presas e Macarena se torna uma vítima constante. Quando o embate dos dois se torna público, o médico faz de tudo para provar que Macarena é bipolar e acabar com a vida dela dentro da cadeia, convencendo, inclusive, a diretora da prisão a ficar ao seu lado. 

 

A série foca bastante na diferença do valor da palavra de uma mulher e da palavra de um homem em uma sociedade machista, sexista e heteronormativa.

 

Ao longo da série criamos empatia por várias personagens, as minhas favoritas são Sole e Kabila. 

 

Apesar da série retratar alguns relacionamentos homossexuais e bissexuais dentro da prisão, principalmente  em relação às seguintes presas: Saray, que vem de uma família tradicionalmente religiosa e é obrigada a se casar dentro da prisão com um homem; Kabila e suas paixões repentinas pelas novas detentas; e Macarena, descobrindo-se bissexual, eu senti falta de uma abordagem mais profunda no que diz respeito aos relacionamentos lésbicos e bissexuais e senti, em alguns momentos, até esteriótipos sendo reforçados. 

 

A série possui quatro temporadas e encerra-se no momento ideal, não é tipo de série que foi arrastada temporadas a fio só pelo sucesso. Apesar das cenas de comédia, ação e romance, é sempre bom alertar que existem possíveis gatilhos durante a série e muitas cenas pesadas, então, é bom refletir se essa é a hora de maratonar mesmo, ok? ;)

 

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